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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Bonita do dia - Grazielli Massafera - Por Donna

  


   Por Donna



Todo mundo sabe que Grazi nasceu em Jacarezinho, no interior do Paraná, e que é descendente de italianos. Todo mundo sabe que ela é filha da costureira Cleuza e do pedreiro Gilmar Massafera e que tem um irmão mais velho, Alecsandro, e dois menores, Gilmar e Alexandre. Todo mundo sabe que a Grazi tem 29 anos e que completará 30 em 28 de junho. Que trabalhou como babá, manicure e balconista de uma loja de cosméticos. Que foi Miss Paraná, Miss Beleza Internacional e participante do Big Brother Brasil. Também se sabe que a atriz da Globo é uma das celebridades mais requisitadas e bem pagas do mercado publicitário. E que a Grazi posou para a PLAYBOY. Sabe-se que ela tem 1,73 metro de altura e que costumava pesar 58 quilos antes da gravidez. Sim, ela está na reta final  gravidez da Sofia, sua primeira filha, com o ator Cauã Reymond, que – todo mundo também sabe – ela namora desde 2007.

Leia a entrevista que deu a revista Claudia em Fevereiro:

Tenho o grande prazer de revelar para as leitoras de CLAUDIA a mulher admirável que lutou muito para conquistar “sonhos que nem tinha sonhado”: Grazielli Massafera.




Você já foi capa de tantas revistas, deu inúmeras entrevistas... 
Parece que todo mundo sabe tudo sobre a sua vida.

O que ainda não perguntaram?
Minha história tem muito a ver com a história do povo brasileiro que quer vencer na vida, que quer fazer uma coisa diferente, que quer brilhar. Tem uma torcida muito grande por mim. Parece que querem sempre reforçar essa história para mostrar que é possível, que existe esperança. Porque a minha história é quase um sonho, mas tem muita realidade que não é falada. Ficam apegados ao sonho e não perguntam sobre o que aconteceu antes de o sonho se realizar. Não me perguntam de onde veio a minha força para que tudo isso acontecesse. Teve um momento em que até eu mesma comecei a acreditar nesse sonho, porque eu só falava sobre isso nas reportagens, só lia sobre isso. O que as pessoas querem perguntar é aquilo que vende, as coisas mais superficiais. O creme que eu uso para dormir, o tipo de roupa que eu gosto, que sapato eu uso...
 
 De onde veio a sua força para que tudo isso acontecesse?
Da minha família, da minha criação, do meu caráter, que foi construído em casa. Agora, esperando o bebezinho, tudo isso vem muito forte. Como foi a minha criação, como vai ser a da minha filha. Ela vai ser criada num momento diferente, num lugar diferente, por pais diferentes. Tenho muitas questões que ainda não sei responder. Tomara que a nossa conversa me ajude a encontrar algumas respostas. Eu estou em um processo de autoconhecimento na minha terapia justamente para encontrar respostas.
 
Como a sua família passou essa força para você?
Fui construindo essa força com a minha mãe. Ela era uma mulher do interior, que morava em um sítio. Tinha o desejo de sair daquele lugar e passou isso para mim. Ela nunca teve a coragem de sair, mas eu vi a minha mãe tendo coragem para muita coisa. Meu pai se separou dela, foi embora com outra mulher, ela ficou sozinha com dois filhos pequenos. Eu tinha 8 anos. Ela, então, aprendeu o trabalho de costureira muito rapidamente. Vivi tudo aquilo, só observando a coragem e o sofrimento da minha mãe. Eu sempre fui muito observadora. Sou canceriana. Por outro lado, meu pai é um homem muito forte, batalhador. Ele acorda todos os dias às 6 horas da manhã, mesmo quando está de férias aqui comigo. Arruma a casa toda, não para. Quando estou trabalhando sempre penso no meu pai. Eu sou uma formiguinha como ele.
 
Como era o casamento deles?
Existia muito amor, mas também muita violência. Eles brigavam muito, um espancava o outro. Eu, desde pequenininha, tapava os ouvidos na hora das brigas e só imaginava coisas boas. Eu ia para a igreja, fazia as minhas orações, acreditava em anjos. Achava que tinha o poder de fazer com que eles parassem de brigar. E acontecia: eles ficavam bem. Não faltava amor. Minha mãe parecia uma fera, batia nele, mas também era mulherzinha, de colocar comida no prato, deixar a roupa dele arrumada. Eu tenho o meu lado selvagem, mas é muito diferente do da minha mãe, é mais domado. O Cauã brinca que sou do tipo fera selvagem (risos). Acho um tempero interessante para a nossa relação.


Quais eram os sonhos da sua mãe?
Minha mãe sempre sonhou muito, mas não teve a coragem de ir atrás. Então, passou a sonhar para mim. Isso pode ser muito perigoso para uma filha. Eu era a bonequinha dela, ela me enfeitava, costurava sempre uma roupa diferente para mim. Quando criança, minha mãe não teve boneca; ela brincava com sabugo de milho. Eu fui a boneca dela por muito tempo. Na pré-adolescência, isso mudou. Ela começou a querer: “Vá atrás dos meus e dos seus sonhos”, que eu nem sabia quais eram. Eu acho que ela exagerou, mas foi importante para que eu saísse de casa e fosse atrás do que eu queria, mesmo sem saber ao certo o que eu queria.
 
Como foi esse momento?
Ela dizia: “Sempre me disseram que eu era bonita, e eu não fiz nada da minha vida. Agora você vai sair daqui”. Eu via nos olhos dela quanto doía dizer isso. Mas me fez ir atrás de agência de modelos, curso de miss, de trabalhar em salão, ser babá. Com 17 anos, fiz um teste em Londrina (PR) e me mandaram fazer umas fotos em Florianópolis. De lá, eu iria para o México, para uma agência de modelos. Aí, eu amarelei. Em Florianópolis, foi a primeira vez que eu atravessei a rua sozinha, em meio a tanta gente. Fiquei com medo e liguei para minha mãe dizendo que não queria ir para o México. Ela respondeu: “Volta, filha. Se está com medo, não vá”. Foi muito acolhedora e nunca mais tocou no assunto.
 
E você não foi?
Não fui. Mas fiquei muito frustrada. Eu via a minha mãe juntando cada moedinha para pagar a luz, a água, e eu poderia ter ganhado dinheiro no México. Decidi, então, que, quando surgisse outra oportunidade, nunca mais diria não. Foi um clique. Oportunidade desperdiçada, jamais. Hoje em dia eu penso que foi muito melhor não ter ido, pois esse clique me fez ganhar força de decisão para o resto da minha vida.
 
O que você herdou da sua mãe?
Minha mãe é muito orgulhosa e ciumenta, eu também sou. Nunca vi minha mãe chorar. Eu também tenho muita dificuldade para chorar, até em cena. Tenho lágrimas encabuladas, tímidas, as lágrimas caem no meu rosto do lado oposto da câmera, para não serem vistas. É difícil até chorar na frente do meu marido. Ele já falou: “Amor, para com isso, você é minha mulher!” Tem três coisas que são importantes em todas as culturas: comer, fazer sexo e brincar. Elas são importantes para você? As três são muito importantes para mim. Comer é um grande prazer. Eu degusto, sinto o cheiro, aprecio cada colherada, tenho meu tempo para isso. Aprendi com meu pai: a geladeira estava sempre cheia; podia faltar luz, mas não faltava comida. O Cauã é atleta. A comida para ele sempre foi funcional: é bom para o corpo, não importa o gosto. Uma das coisas boas que a nossa relação trouxe para o Cauã foi o prazer de comer. Na minha família, sexo sempre foi tabu. Mas minha mãe e meu pai gostavam muito. Acho sexo tão vital quanto se alimentar. Para mim, o sexo está ligado ao amor. Nunca fiz sexo só pelo sexo, nunca foi casual. Brincar é o lado que eu não quero perder jamais: brincar com as crianças, com o marido, com a família, me divertir quando estou em cena. Uma das coisas que meu pai me ensinou é que é muito importante rir de si mesmo, não se levar tão a sério.
 
O que você inveja nas mulheres?
Eu invejava mulher que tinha filhos. Agora vou ter a minha, então não invejo mais. Tinha inveja de grávida. Desde menina, sempre achei lindo barrigão de mulher grávida. Hoje não invejo mais, fico no espelho contemplando a minha barriga e acho linda. Também invejo mulheres que fazem tudo ao mesmo tempo e conseguem dar conta; mulheres que sabem se organizar para viajar. Invejo quem tem rotina de trabalho, quem tem férias. E mulher morena. Sou toda manchada de tanto sol. Queria ter uma pele mais resistente. Tenho inveja também de mulher moderna, desencanada com tudo, mais livre. Eu não sou assim, sou mais clássica, conservadora, gosto da vida familiar.
 


E o que você inveja nos homens?
O metabolismo masculino. O nosso vai ficando mais preguiçoso, o deles é mais acelerado. Vejo isso no Cauã, no meu irmão...
 
Como é o seu momento atual?
Cheguei a um ponto da minha vida que eu nem tinha sonhado. Quantas pessoas podem dizer isso aos 29 anos? Conquistei sonhos que eu nem tinha sonhado. Isso é muito perigoso. O que vem agora? Por um bom tempo, eu mesma acreditei, como todo mundo, que tive muita sorte. Mas hoje eu acho que sorte é uma mistura de preparo, obstinação, desejo e foco. Tem uma parcela de sorte, lógico. Mas sem preparo, obstinação e foco ela não dá em nada. Estou vivendo uma fase de formiguinha, de começar tudo de novo de outra maneira, sem a preocupação com a sobrevivência, com o dinheiro. O foco é minha realização como profissional, mãe, mulher. Estou em um novo momento, que é o de criar uma criança, buscar a maturidade profissional, cuidar da minha relação, da minha casa.

Parece que você está renascendo. Foi outro clique? 
Foi. Parece que eu tinha uma missão para cumprir para a minha mãe, de realizar os sonhos dela.

E agora? Quais são os meus sonhos? 
Estou fazendo análise para pensar o que quero, quem sou.
 
E o que está mudando?
Antes, eu não sabia dizer não, não podia perder nada. Aquele primeiro clique foi o de não dizer não para nada. Agora estou retomando as rédeas do meu tempo e ganhando discernimento para saber o que é realmente importante para mim. Estou sendo mais seletiva e aprendendo a dizer não.
 
Como você está aprendendo a dizer não?
Tentando ver os benefícios e malefícios, conciliando o que eu quero com o que eu planejo para a minha carreira, respeitando a minha intuição e também ouvindo muito o meu marido. Além de ser uma mulher apaixonada por ele, temos uma parceria de conversas diárias sobre o trabalho que me ajuda muito. Ele tem bem mais experiência do que eu. E fui me juntando a pessoas que admiro e confio: minha empresária, tenho uma assessoria... Eu quero ouvir outras opiniões, mas a decisão é sempre minha. Não quero perder isso nunca.
 
Como é a vida de atriz?
Um dia, um diretor, em uma festa, disse: “Você ainda não cansou de ficar rica, de ganhar dinheiro? Você não quer virar atriz?” Eu falei: “O que impede uma coisa de acontecer do lado da outra?” Só porque estou no outdoor, você não pode confiar em mim para fazer um personagem? Eu tento sempre ver os meus limites profissionais, o que eu não consigo fazer, o que eu posso arriscar. Sempre estou aprendendo aos olhos do público, e isso tem um preço. Eu entro na novela com uma garra a mais de ter que me superar. Aprendo muito com as atrizes e com os atores que admiro. Observo muito, assisto várias vezes os filmes, as peças, as novelas para aprender a técnica deles. Estudo muito. Hoje, eu tenho um compromisso muito maior com a profissão, tenho uma paixão e um respeito muito maiores. Mas não quero perder o lado de brincar, de me divertir quando estou em cena. Billi Pig é um filme que eu adorei ter feito, gosto do resultado, tenho orgulho de estar nele. É um filme que quero mostrar para a minha filha.
 
E a relação com o Cauã?
Estamos juntos há cinco anos. Tenho o maior orgulho da nossa relação. Está cada vez mais gostoso. Estamos em um novo momento, em que existe uma nova paixão: a gravidez. Meu relacionamento com o Cauã me fez muito bem. A gente se equilibra de várias maneiras. Ele é filho de psicóloga, faz análise há muitos anos. Eu comecei há um ano e meio. Venho de uma família grande, com muitos tios, primos, o almoço de domingo é sagrado. Ele comia um sanduíche no domingo, e eu achava estranho. Achava que ele tinha obrigação de saber que, mesmo sendo só nós dois, devia sentar à mesa e ter o almoço de domingo. Agora, todo domingo tem almoço. Eu sempre fui da junk food; e ele, extremamente natural. Hoje, a gente equilibra momentos de junk food, do tipo rodízio de pizza, com a minha família, e momentos de comida natural. Antes ele achava um absurdo, me chamava de ogra. Cauã também me passou essa paixão pela profissão, de querer entender. Ele admira muito o meu jeito de ser observadora. A minha vida e a dele deram uma guinada no bom sentido. É uma delícia ver a relação ganhando maturidade.
 
Você fica preocupada com a sua filha? Fica pensando em como vai ser para ela ser filha da Grazi e do Cauã?
Muito. Esse é um medo meu, está me tirando algumas noites de sono. Mas também não quero antecipar, cada coisa tem seu tempo. Quero dar o que eu recebi: muito amor, de maneira intuitiva. Quero construir uma casinha, aqui perto, em um terreno grande, para criar galinha, cachorro, gato, para ela se aproximar um pouco da minha infância no interior. Minha mãe me ensinou a ter responsabilidade com os bichinhos, não de pelúcia, mas de verdade. Quer ter gato? Cachorro? Então tem que dar comida, cuidar... Nada muito elaborado, mas funcionou muito bem. Vou ver se ela vai gostar, não vou impor nada. Quero dar a possibilidade de escolha para ela.
 
Você gosta que digam que você é bonita?
Não gosto. A beleza é muito passageira e, quanto mais me elogiam, mais eu posso ficar ligada só a ela. Eu observo tantas mulheres que se apegaram à beleza e estão envelhecendo mal, “botocadas”, todas com a mesma cara. Eu quero me apegar a outras coisas porque quero envelhecer de forma diferente. E tenho que começar a trabalhar isso agora, aos 29 anos.
 
E o que você está fazendo para envelhecer bem?
Acreditando em outros atributos que podem me completar mais do que a beleza. Quero colocar a vaidade na profissão, no estilo de vida, ter uma família grande, pelo menos três filhos e muitos netos que queiram visitar a avó. E com o almoço de domingo. Posso ser uma velhinha que vai fazer teatro e produzir peças ou ter um albergue com os bichos que estão abandonados nas ruas. Não quero ficar ligada à beleza, às plásticas, ao corpo sarado. Não quero ser um Frankenstein.
 
Em síntese, quem é a Grazi?
Acho que eu sou uma apaixonada pela superação. Chego a um ponto e trabalho muito para me superar.


Foto: Nana Moraes



terça-feira, 1 de maio de 2012

A Bonita do dia - Riahnna

A Bonita de hoje é uma celebridade internacional


Linda, jovem, famosa,talentosa e está entre as dez mulheres mais sexy e polêmicas do mundo.
Rihanna baixa a guarda em entrevista e fala sobre vida e carreira
A cantora também conta como superou a infância problemática para se tornar uma das maiores popstars do mundo
Por Marcel Anders / The Interview People
Pode ser difícil de acreditar, mas Rihanna tem apenas 24 anos e mede 1,73 de altura. Desde que se mudou de Saint Michael, em Barbados, para os Estados Unidos, quando tinha apenas 16 anos, a cantora já emplacou nada menos que  6 álbuns de estúdio, dois álbuns de remixes e um álbum relançado. Lançou também vinte e um singles, quinze videoclipes,um extended play, um álbum digital e um álbum de vídeo. A cantora também teve as suas músicas incluídas em vinte sete compilações. Mas a vida da popstar não é só alegria. Robyn Rihanna Fenty teve uma infância complicadíssima, cortesia de um pai alcoólico, viciado em crack e violento. Ela suportava as agressões do homem à mãe em silêncio, com um sorriso no rosto sempre, escondendo a dor dos amiguinhos de escola. O fingimento gerou um estresse tão grande na garotinha, que ela passou a ter dores de cabeça insuportáveis - a mãe até suspeitou de um tumor no cérebro.


Já em terras ianques, longe da família disfuncional, Rihanna foi adotada musicalmente por Jay-Z, 42, e virou uma estrela. Até o passado a atormentar: em fevereiro de 2009, pouco antes de se apresentar no Grammy, Rihanna foi espancada pelo então namorado, o cantor Chris Brown, 21. Além do fim do relacionamento, o ato de Brown o levou aos tribunais, a trabalhos sociais e cinco anos de condicional - além do desprezo da indústria fonográfica. 


Você é muito aberta sobre sua infância. Seu pai era viciado e sua mãe era constantemente espancada por ele. Como isso a afetou como pessoa?
Tudo de negativo e todas as coisas horríveis que aconteceram ou acontecem na vida sempre trazem algo de bom depois, algo que você não percebe na época. Eu hoje olho  para minha infância e sei que não seria a pessoa que me tornei de outra maneira. Minha pele é grossa e preciso disso para trabalhar na indústria fonográfica. Minha infância definitivamente me ajudou a sobreviver nessa  indústria. E, olhe, eu só tenho memórias incríveis daquela época, a negatividade ocupa um pedaço pequeno na minha mente. Tento focar nas lembranças felizes que tive quando menor.  


E sua mãe foi muito importante no seu crescimento?
Ela é minha maior influência. Até mesmo agora, vejo muito dela em minhas expressões. Quando eu era pequena e as pessoas falavam que parecia com ela, eu falava: ''Argh, que nojo. Nunca!'' (risos) Agora, olhando no espelho ou vendo um clipe meu, eu penso: ''Uau, olhe Monica Fenty bem ali.'' É estranho.


Como assim?
A influência dela vai muito além de ter me ensinado o básico da vida, a cozinhar e a limpar a casa. Ela me ensinou a responsabilidade da vida e suas consequências.


Você é uma mulher segura e de  personalidade. Isso tem a ver com o que passou?
Definitivamente. Na casa em que eu cresci, minha mãe me criou para ser responsável e destemida. Ela não me protegeu das experiências da vida, me  deixou aprender sozinha. Claro, ela me avisou de todos os perigos, mas eu aprendi sozinha.



Você sempre enfatizou a importância de ser honesta em todos os sentidos de sua vida, principalmente com os fãs. Ainda leva isso a sério?
Claro que sim. Eu acho que não é importante  apenas para os fãs, que têm a oportunidade de conhecer a artista, mas para mim mesma. Gosto de ser capaz de estar confortável com o que estou  pensando e falando. Ser autêntica me faz sentir verdadeira como artista.


A imagem parece ser bastante importante para você, mas não pensa em se concentrar só na música?
Sim, de vez em quando. Mas adoro explorar. Amo moda e me expressar de maneiras diferentes. Não quero ser uma pessoa limitada, isso me deixaria louca, porque eu ficaria entediada.


O que significa você estar bem feliz nestes dias?
Definitivamente estou muito animada com o disco.


É difícil servir de exemplo a ser seguido?
Acho que foi complicado nos dois primeiros anos de carreira. Hoje, minhas fãs gostam de mim exatamente por causa de meus defeitos e imperfeições, além do fato de que sou um pouco rebelde e faço as coisas da minha maneira. Isso as motiva a serem autênticas.


Existe alguém que você admira?
Sim, uma garota que trabalha comigo chamada Ciara. Ela é jovem, linda e tem uma origem latina. A ética e a consciência dela realmente me inspiram como mulher. Olho para ela e vejo todas as cartas preparadas, porque é uma pessoa  organizada. E, no meio disso tudo, ela trabalha de salto alto. Então, eu realmente a admiro (risos).


Os seus  discos são bem dançantes. Você tem saído muito à noite para a balada?
Recentemente, não. Tenho trabalhado muito, então não tenho tempo. Mas, durante a turnê, a gente ia para vários  clubes em todas as cidades europeias onde fazíamos shows. Parei quando voltei para os Estados Unidos.

Você tocou o disco na festa de despedida de solteira de Katy Perry?
Eu? Não, mas eles tocaram Only Girl bem alto por várias vezes (risos).


Em um entrevista recente, você falou que não gostaria de gravar um disco pop como Katy Perry...
Eu não falei isso.


Mas a declaração está em todo lugar.
Você viu a entrevista? Ok, o que eu fiz foi criticar produtores e compositores que não conseguem escrever discos fora de  uma fórmula preconcebida. Tipo, eles escrevem uma música e me dão. Se eu não gosto, eles passam para Katy. Se ela não pegar, repassam para Lady Gaga. E a gente não quer isso. Gostamos de músicas que exalem nossa individualidade. Gostamos de discos que nos projete como artistas e sejam a nossa cara. E falo em nome de todas as cantoras.


Há uma competição saudável entre vocês?
Ah, eu nunca penso neste tipo de coisa... Quem está no topo ou o que está no topo das paradas. Tudo o que quero como artista é ser reconhecida por estar constantemente me tornando maior e melhor. Não existe isso de ''Quem é melhor, Katy Perry, Rihanna ou Lady Gaga?''


Katy é sua melhor amiga. Você foi até madrinha do casamento dela com Russell Brand. Não há nenhuma rivalidade mesmo?
Não, nem conversamos sobre música quando estamos juntas - a não ser que a gente faça alguma colaboração.


Existe a possibilidade de um dueto?
Na verdade, estamos falando sobre isso  agora e espero que possamos fazer o dueto logo.





Se você pudesse pegar um dia para fazer tudo o que desejasse, o que você faria?
Hmmm... Eu provavelmente iria para a Jamaica por um longo dia para fazer todas as coisas possíveis naquele lugar. E comer aquela comida incrível (risos). Levaria todas as amigas juntas, claro.  


Já conversamos sobre a despedida de solteira de Katy. Pensa em se casar?
Neste momento, não. Talvez no futuro, mas não está na minha agenda agora. Poxa, só tenho 24 anos! Eu não estou  preparada para isso ainda (risos).


Você  participou de seu primeiro filme, Battleship (baseado no jogo Batalha Naval). Como foi?
Eu faço uma oficial de armas, chamada  Raikes. Ela é toda tatuada e é casca grossa, bem diferente da vida real (risos). Então, foi divertido fazer esse papel e ser outra pessoa por algumas semanas. Foi uma experiência incrível, eu  estava cercada por um elenco ótimo e um diretor perfeito (Peter Berg), o que deixa tudo melhor.


Você teve algum treinamento em artes marciais?
Não, fiz muitas aulas de interpretação para compensar (risos). A gente só teve um especialista do Exército, então foi meio assustador! Houve horas em que eu queria gritar na cara dele, mas não podia. Ele me treinou por algumas semanas com uma arma e essas coisas. Mas as filmagens foram muito rápidas, a gente nem ao menos ensaiou. Foi na intuição (mais risos).


Foi difícil no começo?
Sem dúvida. Quando eu estava na turnê e gravando o disco, eu também estava fazendo aulas de interpretação todos os dias. Mas valeu a pena, minha professora me acompanhou no set e me fez ter certeza de que nada ali era estranho. Fiquei muito nervosa no primeiro dia, mas gostei. Você precisa de imaginação para caçar alienígenas.




Você falou que as mulheres deveriam tirar fotos nuas quando jovens. Você se vê como um símbolo sexual?
Toda vez que ouço as palavras ''símbolo sexual'', isso me deixa envaidecida e desconfortável ao mesmo tempo. Não é uma prioridade na minha vida  ser um símbolo sexual e também tudo o que faço não precisa ser sexy. Eu apenas faço o que desejo fazer. Então, diria que sou uma mulher independente, mas normal (risos).


Você tem umas tatuagens bem sensuais. Qual sua preferida?
Obrigada. Amo a tatuagem no meu peito. Eu a fiz ao contrário para que pudesse ler quando me olhasse no espelho. Ela diz: ''Nunca uma falha, sempre uma lição''.


Chris Brown… Qual a lição que tirou?
Como é?


Falando sobre Chris Brown, qual foi a lição que tirou do episódio?  
Próxima pergunta! Você obviamente quer falar sobre Chris Brown. Eu não.


Vamos voltar para a música. Se Only Girl fosse para o topo, como celebraria?
Como? Quem sabe? Não tenho a mínima ideia, mas envolveria um monte de outras  mulheres (risos)

Há um ditado em que a mulher, quando quer mudar de vida, muda o cabelo. E você?
Acho que meu humor mudou e eu estava preparada para algo novo. Queria um visual mais expressivo e mais divertido. Não queria uma cor normal, porque achei o  loiro muito tedioso para mim. Antes disso, era morena e era minha cor preferida. Mas queria algo ousado, porque não curto mais roupas ousadas e precisava levar o desejo para alguma parte do meu corpo (risos).


Você lançou um livro e um perfume…
Ah, sim. A fragrância se chama Rebelle Fleur e é bem sexy, floral, mas picante. Já o livro (Last Girl On Earth) tem fotos de  Simon Henwood (designer de Rated R) e ele conseguiu capturar cenas de bastidores em diferentes eventos. Tem fotos que eu nem sabia que existiam. O livro ficou muito bacana.


Você censurou alguma foto?
Nunca, claro que não!

Você diz que era um ''moleque descalço'' quando criança. Como descreveria a Rihanna de hoje?
Hmm... Sou uma rebelde, uma flor rebelde (risos). Esses opostos me definem, porque tenho um lado menininha. Existe  algo bonito em mim, mas também há um lado perigoso.




Recados na Pele
Rihanna possui 14 tatuagens no corpo. No pescoço, tem ''flor rebelde'' escrita em francês. Abaixo da clavícula direita, a frase (ao contrário) ''Nunca uma falha, sempre uma lição''. Entre os símbolos: estrelas nas costas e pescoço, o símbolo do signo de Peixes atrás da orelha e pequenas armas na altura das costela.


PS: Rihanna será a vilã do novo filme "Velozes e Furiosos" que deve estrear somente no final de 2013.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Bonita de Hoje - Andréa Beltrão



Andréa Beltrão é figura bastante conhecida da TV desde aos anos 80, quando participou de programas como Armação Ilimitada. Ela está sem fazer novela desde "As filhas Da mãe" em 2001 mas está sempre envolvida em trabalhos como tearo e filmes.
Todas as terças-feiras, Andréa Beltrão (48 anos) diverte o público com a série global Tapas & Beijos ao lado da Atriz Fernanda Torres.
Fez a  A Grande Família por oito anos. Admite ter entrado em um período sabático e quer mais é saber de curtir a vida ao lado do marido Maurício Farias - cineasta e diretor do programa - e dos três filhos, Chico, de 17 anos, Rosa de 16 anos, e o caçula José, de 13 anos.
Quem olha a Andrea não diz que ela  tem 48 anos. Com um estilo despojado e com seus papeis sempre de mulheres bem idependentes  como"Radical chic"  e "Marilda"  faz com que encherguamos nela um mulherão.
Ela se diz descrente de Deus, anjos e zodiaco 'Sou cética mesmo. Não acredito em nada. Só em mim e nas pessoas que amo', diz em entrevista abaixo dada exclusivamente para revista Mrie clarie. Em tempo integral é mãe, atriz e namorada. 'Costumo dizer que uso um perfume chamado mulheríssima, que tem poder de me fazer dar conta de todos os afazeres' brinca.
Dona de uma segurança invejável,  não teme que o marido a troque por uma das atrizes iniciantes da Globo. 'Eu me garanto.'







Marie Claire Em que uma ateia convicta se apega nos momentos difíceis? 


Andréa Beltrão Em nada. Não acredito em nada. Só em mim e nas pessoas que amo. Se estou passando por um momento difícil, ouço uma música, choro, e só. Fé, para mim, é sinônimo de esperança. É um pensamento firme de 'tem que dar certo'. E se não der, não deu. Não foi Deus que quis. Quando meu irmão morreu, até pensei: 'Poxa, se eu acreditasse em alguma coisa, seria mais fácil superar essa dor'.


MC Quando foi isso? 
AB Há 18 anos. E ele tinha só 19. Foi um aneurisma cerebral, uma morte praticamente instantânea. Essa é, sem dúvida, a grande marca da minha vida. Éramos muito próximos e o mundo parou para mim. Minha mãe e eu ficamos em estado de suspensão, tentando viver sem aquela pessoa que era o centro da nossa vida. Apesar de sermos ateias, chamamos um padre para rezar a última missa. Precisávamos daquele ritual de passagem e os amigos também. Me lembro do padre dizendo: 'Quando uma mãe morre, a criança fica órfã. Quando o marido morre, a mulher fica viúva, mas quando morre o filho, nem Deus sabe que nome dar'. Isso não deveria existir.


MC Você ainda pensa muito nele? 
AB Muito. Em toda estreia, penso: 'É para você, Arthur'. Coloco minha mãe na frente, num lugar legal, e imagino que meu irmão e minha avó estão ali, sentados juntos. Me faz bem imaginar que o carinho deles continua existindo.


MC Você já fez análise? 
AB Desde os 25 anos. Com uma ou outra pausa. Mas não paro nunca. Preciso elaborar, conversar. Não importa a linha. Atualmente, acho que faço uma lacaniana porque, às vezes, a sessão é tão rápida [risos]. Mas eu adoro, viu?


MC Todo mundo deveria vir ao mundo com direito a um analista, né? 
AB E a um cabeleireiro também.


MC Você é vaidosa? 
AB Cuido do meu corpo porque me beneficio dele como atriz. Não sou uma pessoa amostrada. Não uso grandes decotes nem roupas justas. Mas [para e pensa]... Acho que sou vaidosa, sim. Passo creme todos os dias. Minha pele é muito seca, descasca. Um nojo [risos]. Também passo embaixo dos olhos porque já estou na idade, né? [aponta para o pé de galinha que não tem]. E quando corro, me entupo de filtro solar e aproveito o boné para colocar um creme no cabelo. Assim, o calor vira logo uma máscara capilar.


MC E maquiagem? 
AB Não uso.


MC Mas você está de rímel... 
AB É que fui a um programa de TV divulgar Som & fúria [minissérie de Fernando Meirelles exibida pela Globo, em julho, em que Andréa vivia uma atriz de teatro shakespeariana]. Essa não sou eu. Eu estaria totalmente sem maquiagem! Zero. Cara lavada. Só uso por causa do trabalho.


MC Nem em uma festa, à noite, só entre amigos? 
AB Também não. A TV e o teatro me obrigam tanto a usar que, quando posso ficar de cara limpa, acho mais bacana. Ser atriz é acordar todos os dias com o travesseiro borrado, cheio da maquiagem que você jurou que tinha conseguido limpar...


MC Já fez plástica? E botox? 
AB Ainda não. E botox, não poria. Todo mundo fica igual, com a mesma feição. Nunca vi um que eu dissesse: 'Nossa, que bem feito'. Já plástica, eu faria, sim, nos olhos. A pele vai caindo, né? Mas, se der sorte, pretendo não fazer nada e ficar engraçadinha [risos]. Chega uma hora em que nosso papel é mesmo o da avó!


MC Já teve medo do Maurício te trocar por uma atriz de 19, 20 anos? 
AB Ai, não. Eu me garanto. Estou muito preenchida e sei que se ele fizesse isso ia se arrepender [risos]. O Maurício é meu príncipe encantado no cavalo branco. É o homem da minha vida. Trabalhamos e viajamos muito, então aproveitamos cada encontro sem o rami-rami da rotina. Acho que isso é uma conquista da maturidade. Às vezes, falo: 'Ih, olha lá que moça bonita'. Mas ele diz que bonita mesmo sou eu [ri, encabulada]. É cego, graças a Deus!


MC Ele dirige A grande família e te dirigiu em Verônica [filme em que Andréa vive a protagonista]. Como conciliam trabalho e vida íntima? 
AB Fomos aprendendo a dizer as coisas na hora certa. Não dá pra chegar o tempo todo e dizer: 'Sabe aquele lance que rolou no estúdio', se não o casamento vira uma reunião. Trabalhar com ele é ótimo e a nossa vida, uma delícia [suspira]...


MC Como o namoro começou? 
AB Na novela A viagem [1994]. Eu atuava, ele era um dos diretores e eu me apaixonei. 'Nossa, fazia tempo que eu não via um bicho desses', pensei. Logo depois, fomos morar juntos e eu engravidei. As minhas três gestações foram ótimas e todos os partos, normais. Ter filho é o máximo! Não o ter da ordem de possuir, mas a magia de vê-los crescendo, as atitudes, o comportamento.


MC Francisco, seu filho mais velho, está na idade em que os meninos ficam mais tempo no banheiro, descobrem o próprio corpo. Como você lida com isso? 
AB 'Bota a cueca imediatamente [faz voz de brava], fecha essa porta agora, seu indecente. Nada de andar com o pau pra fora.' É assim que eu resolvo, tá bom [risos]?


MC Não deveria haver diálogo? 
AB Que diálogo? Aquilo é aquilo mesmo! Eu lá vou explicar o pau duro do meu filho para ele? Eles já sabem de onde vêm os nenéns, o que é bunda, peito, xoxota, tudo. Lá em casa tem um combinado: em porta fechada não se entra. Tem só que avisar que tá vivo, de vez em quando, que a gente respeita.


MC Como você fala com eles sobre as drogas? 
AB Eles estão ligados. Andam de ônibus, estudam num colégio público, estão na vida. Para eles, droga é uma coisa careta, cafona. Já me perguntaram: 'Mãe, você bebe pra ficar bêbada?' Não, não é pra ficar bêbada. Eu já fiquei, e não é bom. A gente conversa à medida que eles solicitam. Tento passar que nenhuma coisa que você acha que consome, mas que, na verdade, está te consumindo é legal. Pelo meu passado, e pelas minhas histórias, não posso ter medo de falar disso com eles.


MC Qual foi a sua experiência com as drogas? 
AB Posso te dizer que a melhor coisa dela, foi ter conhecido o NA [Narcóticos Anônimos]. Foi um momento felicíssimo da minha vida. De muito resgate, de coisas legais. De um encontro com uma segurança, uma firmeza e uma paz que eu nunca tinha tido.


MC Como você chegou a ver que precisava de ajuda? 
AB Tava na cara. Eu sabia. Tinha 20 e poucos anos e foi muito forte...


MC O que era? Cocaína? 
AB É indiferente, né? E acho que nem precisamos entrar muito nesse assunto. O fato é que eu tava descontroladamente sob controle externo. Fiquei quatro ou cinco anos frequentando o NA. Segundo a Organização Mundial de Saúde, isso não tem cura. Mas eu estou protegida. Me cuido, me curto.


MC Você é a favor da legalização? 
AB Não sei. Sei que o tráfico gera violência, mas imaginar que qualquer um possa ir ao jornaleiro comprar a droga que quiser, não me parece bom.


MC Desde 1983, quando estreou como a Zelda Scot de Armação ilimitada, você já fez 13 peças, 19 filmes e 27 trabalhos na TV, ou seja, quase três obras por ano. Já pensou que possa ser viciada em trabalho? 
AB Nunca tinha feito essa conta. Mas essa média é uma grande lisonja. Se consegui estar sempre no teatro, na TV e no cinema, fico muito honrada. Teatro sempre foi minha paixão. Tanto que comprei um com a Marieta [Severo], o Teatro Poeira, no Rio, que me dá muito trabalho e muito prazer. É puxado, mas não me acho workaholic. Me alimento disso e quero sempre o melhor.


MC Esse perfeccionismo é bem coisa de virginiano, né? 
AB Ai, não. Não acredito em signo. Sou organizada, mas deve ter um monte de gente assim que nasceu em diferentes meses do ano. Dizem que a gente é 90% trabalho e 10% de sorte. Eu, na minha vida, me considero uma pessoa de bem pouca sorte. Mas acertei nas escolhas, por isso deu tudo certo.


MC Por que 'pouca sorte'? 
AB Tudo o que eu tenho foi conquistado, batalhado mesmo. A superação da morte do meu irmão, a da minha avó, que faleceu seis meses antes dele... Nada foi fácil.


MC É verdade que quando menina, seu ídolos eram o Fidel Castro e o Che Guevera? 
AB É. Meu tio Jorge, irmão da minha mãe, foi perseguido pela ditadura e eu sabia que o desejo da minhja família era que aquilo acabasse. Vivi o lado bonito e utópico do socialismo. Li o Eric Hobsbawm [historiador marxista], a História da riqueza do homem, do Leo Huberman, e via a minha mãe escondendo as roupas do meu tio pra ninguém saber onde ele estava. Na escola, aos 7 anos, lembro que não podia dizer o nome do meu tio, nem o sobrenome da família. Ou seja, Fidel e Che eram o máximo, a esperança de que aquilo ia acabar.


MC De todos os papéis que interpretou, qual é o seu maior xodó? 
AB A Zelda. Eu tinha feito um especial sobre Nelson Rodrigues, na Globo, aos 15 ou 16 anos. Depois, fiz Corpo a corpo, do Gilberto Braga, em que eu era o patinho feio da trama. A linda era a Malu [Mader], aliás, linda mesmo. Aí, ganhei a Zelda, uma heroína, de cabelo curtinho, capaz de ser negra, flor, alface, sapatão, tudo. Em cada episódio, era um coisa diferente, um verdadeiro Zélig, o que pra minha personalidade cênica foi incrível.


MC Ela vivia um triângulo amoroso com Juba e Lula e o programa era visto por crianças. Você não acha que, hoje, isso seria censurado? 
AB Não. Era tudo meio velado. Quando ela ficava excitada, seus óculos embaçavam. Quando ficava pelada, tarjas pretas cobriam as partes íntimas. A linguagem era divertida, não deixava o programa pesado.


MC Já aconteceu de você estar assistindo TV com seus filhos e ficar constrangida com alguma imagem? 
AB Ah, eu falo mesmo: 'Gente, que merda é essa? Anda, Rosa, Chico [grita como se falasse com os filhos] desliga essa droga!' Normal. A própria criança saca que tem coisas inadequadas e sai fora. Não fica feito idiota, absorvendo.


MC É verdade que você se inspirou na sua mãe para viver a professora Verônica, no filme homônino? 
AB É. Minha mãe se chama Madalena, tem 67 anos, é linda, super viva e a gente é muito grudada. Ela é professora aposentada do Pedro II [onde Andréa estudou e estudam seus filhos] e sempre a vi corrigindo provas, dedicando-se. Eu pensava: 'Nossa, queria tanto ter uma professora assim'.


 MC Por que colocou seus filhos num colégio público, podendo pagar a melhor escola particular? 
AB Por que o Pedro II é um colégio excelente e minha mãe, por ser professora aposentada pela escola, tem o direito a vagas para filhos e netos. Ela e todos os ex-funcionários de colégios federais.


MC Mas tem um componente ideológico nessa escolha, não tem? 
AB Meu critério é qualidade. Jamais faria exercício de ideologia com o futuro meus filhos. 'Ah, vai fazer uma experiência social, ali.' Não, nunca me perdoaria. Acho isso de uma irresponsabilidade assustadora. Pesou também o fato de ser uma escola laica, porque no Rio quase tudo é São Isso, Santa Aquilo. E eu não tenho religião. Sou ateia. Completamente cética. Ou seja, o ensino é bom, a escola é laica e o critério de entrada não é financeiro.


MC Eles não sofrem preconceito por serem de classe média alta? 
AB Não. Lá tem de todas as classes e eu trato meus filhos sem deslumbramento. É simples assim: 'A mamãe é artista e isso é um trabalho como qualquer outro, só que aparece mais'. Aqui em casa, eles são filhos da Andréa e do Maurício. Da figura Andréa Beltrão, atriz, eles acham, no máximo, graça.


MC De onde vem essa lucidez? 
AB De uma família com uma cabeça muito bacana. Além da minha mãe, tive meu pai, um pernambucano [emociona-se] chamado Júlio César de Arruda Beltrão, hoje com 68, 69 anos. Os dois se separaram quando eu tinha 2 anos e ele voltou pra Pernambuco. Uma pena, porque eu queria ter convivido mais com ele. Mas ele tem uma personalidade incrível, é capaz de falar com o poste. É um popstar [risos]. Já minha mãe é mais misteriosa, na dela. Morei toda minha infância com ela e a minha avó, em Copacabana, num quarto e sala, na rua Barão de Ipanema, 78, apartamento 308, telefone 236-4660, igualzinho aquele ali [aponta um aparelho preto, antigo, no canto da sala].


MC É possíver viver só de teatro aqui no Brasil? 
AB A Lei Rouanet ajuda. Se ela não existisse, a gente poderia estar roubando [risos]. Para você ter uma ideia, no Rio, 88% das pessoas que vão ao teatro pagam meia entrada. Ou seja, temos quase toda a casa a meio ingresso. O estudante tem que ser privilegiado, mas isso não pode massacrar o teatro. O certo seria haver uma cota. Tipo: '40% da casa têm direito à meia-entrada'. Afinal, não pagamos meio iluminador, meio figurinista, meio técnico de som...


MC Vocês são muito amigas? 
AB Muito! Há mais de 20 anos, desde A estrela do lar [peça de teatro em que contracenaram]. Ficamos tão amigas que ela é madrinha do meu filho, Chico. Sou fã dela como atriz, mulher, amiga, tudo.


MC Atualmente, que atividade física você faz? 
AB Antes de entrar em cena, Marieta e eu fazemos uma super aula de pilates para aguentar o tranco. E eu me viciei em correr na praia. Corro todos os dias 35 minutos, faço 40 de musculação e ioga, pelo menos uma vez por semana. Adoro feijão, arroz, carne, batata, empada, brigadeiro. Então, só correndo para pagar as travessuras.




Peças


1976 - O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna
1984 - O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues
1986 - Ação entre Amigos, de Márcio Souza e direção de Paulo Betti
1988 - O Amigo da Onça, de Chico Caruso
1989 - A Estrela do Lar, com texto e direção de Mauro Rasi, ao lado de Marieta Severo
1991 - Senhorita Júlia, de August Strindberg, com direção de William Pereira
1994 - 5 X Comédia, coletânea de esquetes cômicos de Pedro Cardoso, Luis Fernando Verissimo, Mauro Rasi, Vicente Pereira e Hamilton Vaz Pereira, com direção geral do último.
1998 - A Dona da História, com texto e direção de João Falcão, e onde dividiu com Marieta Severo o palco e a personagem Maria Helena, interpretando a mesma aos vinte anos.
2001 - Memória da Água, de Shelagh Stephenson, com direção de Felipe Hirsch
2002 - A Prova, de David Auburn, com direção de Aderbal Freire Filho
2005 - Sonata de Outono, de Ingmar Bergman, com direção de Aderbal Freire Filho, dividindo a cena com Marieta Severo
2008 - As Centenárias, de Newton Moreno, direção de Aderbal Freire Filho, ao lado de Marieta Severo


Filmes


1984 - Bete Balanço
1984 - Garota Dourada.... Glória
1985 - O Rei do Rio.... Thaís
1985 - Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez.... Andréa
1986 - A Cor do Seu Destino
1986 - As Sete Vampiras.... Maria
1986 - Rock Estrela.... Hellena
1987 - O Bebê
1989 - Minas-Texas.... Januária
1990 - O Escorpião Escarlate.... Glória Campos
1991 - Vai Trabalhar, Vagabundo II
1997 - Pequeno Dicionário Amoroso.... Luiza
2001 - A Partilha.... Regina
2003 - Chatô, o Rei do Brasil.... Vivi Sampaio
2004 - Cazuza - O Tempo não Pára.... Malu
2005 - O Coronel e o Lobisomem.... Dona Bébé
2007 - A Grande Família - O Filme.... Marilda
2007 - O Tablado e Maria Clara Machado.... Documentário
2008 - Romance.... Fernanda
2007 - Jogo de Cena.... Documentário
2009 - Verônica.... Verônica
2009 - Salve Geral.... Lucia
2010 - O Bem Amado.... Dulcinéia


Trabalhos


1981 - Ciranda de Pedra.... Sandra
1983 - Elas por Elas.... Regina
1984 - Corpo a Corpo.... Ângela[1]
1985 a 1988 - Armação Ilimitada.... Zelda
1990 - Rainha da Sucata.... Ingrid
1992 - Pedra sobre Pedra.... Úrsula
1992 - Você Decide, Coração partido
1993 - Mulheres de Areia.... Tônia
1993 - Radical Chic.... Radical Chic
1994 - Caso Especial, Suburbano coração.... Norma Siqueira
1994 - A Viagem.... Lisa
1994 - A Madona de Cedro.... Marta Rodrigues
1996 - Vira-lata.... Helena
1996 - A Comédia da Vida Privada, A próxima atração
1997 - A Comédia da Vida Privada, A grande noite
1997 - A Comédia da Vida Privada, Anchietanos
1997 - A Comédia da Vida Privada, A voz do coração
1998 - Era Uma Vez.... Bruna
1999 - Zorra Total.... Garota TPM
1999 - Você Decide, Mulher 2000
2000 - Você Decide, Olha o passarinho
2000 - Brava Gente, O Condomínio
2001 - Brava Gente, A grã-fina de Copacabana
2001 - As Filhas da Mãe.... Tatiana
2002/2009 - A Grande Família.... Marilda
2002 - Os Normais, Tudo Normal Como Antes.... Marilena
2003 - Fantástico, As 50 leis do amor
2003 - Carol & Bernardo.... Carol
2004 - Sitcom.br
2004 - Os Aspones.... Leda
2005 - Damas e Cavalheiros
2009 - Som & Fúria.... Elen Duarte de Mello Sodré
2010 - Programa Piloto.... Beatriz J.
2011 - O Bem Amado.... Dulcinea Cajazeira
2011 - Tapas & Beijos.... Sueli

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Bonita de hoje - Patricia Poeta









Dona de um dos corpos mais belos da televisão nacional, a apresentadora do Jornal Nacional, Poeta é uma das mulheres mais admiradas da telinha. Ela comenta sobre o sucesso do seu relacionamento de 12 anos com Amauri Soares, diretor de projetos e eventos especiais da Globo. 



"Embora a gente tenha personalidades diferentes, reconheci nele a mesma forma de encarar as coisas básicas da vida. Somos a cara-metade um do outro", falou a apresentadora que tem um filho com Soares.

 Segredo para os doze anos de felicidade? Patrícia Poeta acredita que isso acontece por causa da constante mudança da relação. "Assim como você muda com o passar dos anos, o outro também. Se um dos dois se esquecer de acompanhar essa transformação, vai acordar um dia ao lado de um estranho", afirmou a estrela global. 


No entanto, não é apenas a felicidade no amor que garante a beleza admirável de Patrícia Poeta. A apresentadora também deu algumas dicas de como faz para manter a forma. 

"Alterno 40 minutos no Transport ou esteira na academia. Assim ganho mais energia do que se ficasse dormindo", completou a jornalista.
Em entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo”, a jornalista admitiu que não gosta de ser tratada como uma celebridade e, principalmente, dar entrevistas sobre a vida pessoal. A nova âncora do “Jornal Nacional” também contou que sofreu para cortar o cabelo e ainda está se acostumando com o novo visual. Questionada sobre a mudança de postura que mantinha no “Fantástico”, mais risonha, a jornalista foi direta e disse que as notícias não contribuem, mas que adoraria falar de coisas melhores, que a fizessem sorrir mais. Patrícia Poeta assumiu o comando do “JN” .



Mas quanto o assunto é chamar a atenção, a jornalista sabe muito bem o que fazer. Com vestidos de festa ou modelos rendados para o dia a dia ela consegue atrir todos os olhares sem muito esforço. As unhas ganham cores fortes e os olhos ficam mais marcados, tudo isso com muita sofisticação.


Dieta com chocolate
"Emagreci comendo brigadeiro”, diz. E é a mais pura verdade. No começo deste ano, Patrícia, que mede 1,72 metro, resolveu se livrar dos quilos extras que ganhou nos últimos dois anos e meio. “Quando voltei de Nova York, Estados Unidos, onde trabalhei como correspondente, estava magra demais, pensando 56 quilos. Relaxei, e empolgada com a comida brasileira, cheguei aos 64 quilos”, conta. Disposta a voltar ao peso em que se acha realmente bem, entre 58 e 59 quilos, ela procurou o endocrinologista carioca Guilherme de Azevedo Ribeiro – criador da dieta das notas e autor dos livros Dieta Nota 10 e Cardápios Nota 10 (o segundo previsto para chegar ao mercado em novembro), ambos da editora Bertrand Brasil.




“Não consigo seguir dietas restritivas, pois tenho muito prazer em comer e sinto falta de um docinho”, diz Patrícia. Por isso, a dieta das notas foi uma escolha perfeita, já que todos os alimentos são liberados – só não é permitido ultrapassar a quantidade diária de notas estipulada para cada pessoa de acordo com a altura. Não abriu mão do brigadeiro nem do pão francês, mas seguiu à risca as notas diárias recomendadas para ela.


Se não bastasse toda a beleza natural e o carisma, Patrícia Poeta conta com um estilo muito próprio de se vestir, elegante e jovial ao mesmo tempo. Seu cabelo está sempre lindo e seus acessórios lançam moda. 

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Nome: Patrícia Poeta Pfingstag
Idade :35 ANOS
Altura :1,72
Nasceu: Rio Grande do Sul
Cor dos cabelos: Ela tinge de castanho claro acinzentado
Cuidados com os cabelos  A hidratação feita em seus cabelos e a base de aminoácidos e proteínas a cada quinze dias. Para deixar os fios mais bonitos ela faz reconstrução dos fios com queratina, deixando a estrutura dos fios mais fortes.
Em casa ela usa: a linha de tratamento Color Active da Celso Kamura, além de usar ampolas de vitaminas que são essenciais para manter sempre bonito o cabelo


Mas e você, o que acha do estilo de Patrícia Poeta??? Comente.